Entidade acompanhou discussões sobre inovação, relações de trabalho e os desafios do setor
O SETCERGS participou do 5º Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, realizado em Brasília, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. A entidade foi representada pela Superintendente de Relações do Trabalho, Andressa Scapini.
Considerado um dos principais fóruns nacionais voltados às relações de trabalho no transporte rodoviário de cargas (TRC), o evento reuniu lideranças empresariais, representantes públicos e entidades de todo o país para debater tendências, desafios e o futuro do setor. O seminário é realizado em parceria com a NTC&Logística, consolidando-se como um espaço estratégico de diálogo institucional.
Durante o encontro, um dos destaques foi o avanço da prova digital no processo do trabalho e o uso da inteligência artificial (IA) no ambiente jurídico. Segundo Andressa, essas ferramentas já são uma realidade e vêm contribuindo para maior agilidade e assertividade na análise de documentos e na condução dos processos. “A prova digital está cada vez mais a serviço da busca da verdade, ajudando a afastar versões inconsistentes. No entanto, exige técnica e tecnologia apuradas para garantir a autenticidade e evitar distorções”, destacou.
Sobre a IA, a superintendente ressaltou que, embora traga ganhos operacionais relevantes, seu uso deve ser acompanhado de análise crítica e validação humana. “A tecnologia apoia, mas não substitui a sensibilidade jurídica. A conferência dos dados e das teses segue sendo indispensável”, pontuou.
Debates escala 6×1
Outro momento relevante do seminário abordou a proposta de mudanças na jornada de trabalho, especialmente a possível revisão da escala 6×1, tema em debate no Congresso Nacional. As entidades representativas do setor reforçaram a necessidade de uma análise ampla e cautelosa sobre os impactos da medida, destacando possíveis reflexos econômicos e sociais, como aumento de custos, desafios na gestão de motoristas e efeitos no abastecimento. O entendimento predominante foi de que mudanças dessa natureza devem considerar a realidade do setor e ser baseadas em critérios técnicos e dados concretos.
Fonte: Jornalismo SETCERGS