Reestruturação da Ponte do Fandango está com 90% das obras concluídas e tem entrega prevista para junho

Usuários do trecho em Cachoeira do Sul enfrentam filas e dependem da travessia com balsa

Quem precisa atravessar o rio Jacuí, em Cachoeira do Sul, já incorporou uma nova variável à rotina: o tempo de espera. Com a principal ligação da cidade interrompida, motoristas, trabalhadores e produtores enfrentam filas e dependem da travessia por balsa — um cenário provisório que expõe, no dia a dia, os impactos de uma das obras de infraestrutura mais relevantes da região central do Estado. A reestruturação da Ponte do Fandango, essencial para a mobilidade urbana e o escoamento da produção, avança para a fase final, com cerca de 90% dos serviços concluídos e entrega prevista para junho de 2026. 

A reforma, trata-se de uma intervenção devido à enchente de maio de 2024, quando o Jacuí encobriu a estrutura, o projeto foi ampliado para incluir a elevação da ponte em 3,14 metros, reforço dos pilares e requalificação dos acessos. O investimento, inicialmente estimado em R$ 62,8 milhões, foi atualizado para R$ 78,3 milhões. A obra também prevê a ampliação da capacidade de carga para 45 toneladas — padrão exigido pela legislação — e integra o Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (Proarte), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No canteiro de obras, o cenário já é de etapa avançada. Equipes atuam simultaneamente na estrutura e nos acessos, com montagem de vigas, execução de lajes e trabalhos nos viadutos das margens. Segundo o DNIT, a intervenção também entra na fase de acabamento, que inclui pavimentação, sinalização e instalação de dispositivos de segurança, aproximando a obra da liberação ao tráfego.

Aumento no tempo de deslocamento
A interrupção da ponte redesenhou fluxos urbanos, aumentou o tempo de deslocamento e pressionou a operação de empresas e produtores. Do agronegócio à indústria, passando pelo comércio, os efeitos são generalizados, especialmente em período de safra, quando o escoamento da produção exige eficiência. Custos de transporte mais altos, necessidade de replanejamento de rotas e risco de perda de competitividade fazem parte do cenário.

Enquanto a nova ponte não fica pronta, a travessia depende de uma balsa — solução emergencial que se tornou parte do cotidiano. O tempo de travessia é curto, cerca de 15 minutos. O que pesa é a espera do tempo de embarque e desembarque que pode chegar a quatro horas nos horários de pico, além da operação ainda depender das condições de navegabilidade do Jacuí. Diante das limitações, motoristas e empresas passaram a redesenhar trajetos. A ERS-403, via Rio Pardo, se consolidou como alternativa para quem segue à Região Metropolitana e ao litoral. Já a RSC-287 e rotas internas, como a balsa do São Lourenço, ajudam a distribuir o fluxo.

Fonte: Jornal do Comércio

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