Extensão da guerra entre EUA, Israel e Irã determinará impactos na economia do RS, afirmam especialistas

Além do petróleo, produtos agropecuários são os mais atingidos

Os principais reflexos da Guerra, assim como no Brasil e em todos os países, envolve o cenário do petróleo. Seu preço futuro, que já estava acima de 70 dólares o barril em função da ameaça do conflito, subiu cerca de 8% nos últimos dias. O câmbio, no entanto, teve alta de cerca de 1%. Porém, produtos agropecuários, responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, também são afetados.

O setor mais atingido, tanto na importação quanto na exportação, é o agronegócio, e a disrupção logística é um fator de risco. O que é percebido de maneira imediata é o aumento de custos.

O Oriente Médio é o quarto destino do Estado e a quinta origem das importações gaúchas. O mercado árabe é importante para carnes de frango e bovina. Os itens mais importantes são os fertilizantes, que abastecem boa parte do agro gaúcho, representando 40% do PIB, e que podem vir a encarecer. 

Em 2026, o Rio Grande Sul exportou ao Oriente Médio 1,3 bilhões de dólares, e importou 744 milhões de dólares da região árabe. No caso das exportações, os principais produtos são tabaco, milho, soja, celulose, carnes, comprados por países como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes.

Fonte: Correio do Povo

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