Estudos reforçam alerta para El Niño intenso a partir de julho

A previsão atual é de que o El Niño tenha maior intensidade entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027

Os estudos mais recentes, tanto nacionais quanto do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) – órgão do governo dos Estados Unidos que observa condições climáticas, indicam probabilidade acima de 80% de ocorrência do El Niño já em julho. A informação é da Agência Brasil. O fenômeno caracteriza-se pela alteração e aquecimento da temperatura das águas do Oceano Pacífico. No Sul do Brasil, o El Niño causa excesso de chuvas, enquanto provoca seca e calor no restante do País.

A situação no começo de maio era de neutralidade (temperatura das águas dentro do esperado para a região tropical do Pacífico), com projeção de aquecimento de mais de meio grau a partir de julho. A previsão atual é de que o El Niño tenha maior intensidade entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, segundo a agência norte-americana e uma das referências no estudo do El Niño e do La Niña.

Recentemente, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou documento com análises atualizadas sobre a possível formação do fenômeno climático e seus impactos no território gaúcho. O texto aponta para a “possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo de 2026, com maior probabilidade de atuação durante a primavera deste ano e o verão de 2027″.

Conforme os especialistas, os cenários atuais “sugerem tendência de chuvas acima da média em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, além de temperaturas superiores ao padrão climatológico em determinados períodos”. Institutos ligados ao Ministério da Agricultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação têm alertado para risco de chuvas no Sul e de maior dificuldade na produção de alimentos, com instabilidade para culturas alimentares, como arroz, feijão e milho.

Santa Catarina decreta alerta climático
O estado de Santa Catarina decretou, nesta segunda-feira, 18, situação de alerta climático por 180 dias. A medida é de cautela e justificada para fortalecer ações de prevenções, principalmente em caso de chuvas e alagamentos, por causa do El Niño. O Estado foi impactado pela enchente de 2023, provocada pelo El Niño, que também atingiu o Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Brasil

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