Conflito no Golfo pode elevar preços dos combustíveis

Economias de todo o mundo poderão ser afetadas

Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, a guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã pode ter impacto direto nos preços dos combustíveis em todo o mundo. Isto porque o bloqueio do Estreito de Ormuz, importante canal de navegação da região, pode desestabilizar o mercado global de petróleo.

Aproximadamente, 18 milhões de barris de petróleo e GNL (gás natural liquefeito) passam diariamente por essa rota marítima estratégica. Países asiáticos como Singapura, China e Japão seriam particularmente afetados, pois dependem fortemente do GNL para produção de energia e uso industrial.

Fontes do IBP mencionam que, apesar da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) tentar dar mais liquidez ao mercado, o cenário dependerá da gravidade do conflito na região. Outro fator relevante é o uso de estoques estratégicos por países importadores que não têm produção própria.

Caso o conflito se agrave, os preços dos combustíveis poderão sofrer pressão nos próximos dias. Economias de todo o mundo podem ser afetadas, incluindo o Brasil. Isto porque temos os preços internos atrelados às cotações internacionais do produto.

O valor do barril de petróleo está em alta e deve pressionar o preço de combustíveis, transportes, alimentos e o custo da indústria. 

O preço do petróleo tipo brent subiu 9% na última segunda-feira, dia 02 e ontem, dia 03, foi constatada uma nova alta. É uma pressão inflacionária global, porque encarece o preço dos transportes. Na Europa, a bolsa de Frankfurt caiu 4%, no Japão o tombo foi de 3º e, no Brasil, a Bovespa abriu a terça-feira em queda de 4%.

O conflito aumentou o risco de interrupção de petróleo no Oriente Médio e isso fez com que o preço do barril subisse de 65 para 85 dólares nos últimos dias. Quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, isso acaba impactando diretamente o Brasil. Primeiro os combustíveis vão sofrer um reajuste, mesmo produzindo petróleo, porque importamos os derivados e usamos a referência internacional para fazer os preços dos combustíveis no país. 

O segundo ponto é o transporte, o diesel ficando mais caro significa que o frete também vai encarecer, o que ocasiona o aumento do preço dos alimentos, produtos de supermercado e praticamente tudo que depende da logística para chegar ao consumidor final. A terceira questão é a inflação, se sobe o combustível vários setores acabam reajustando seus preços.

 Fontes: CNN, G1 e FGV

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