Em palestra na Estação do Desenvolvimento, Entidade defende políticas públicas robustas para reduzir poluentes e transformar o transporte de cargas em aliado da sustentabilidade
Respirar um ar mais limpo, reduzir doenças respiratórias e tornar o transporte de cargas mais eficiente não são metas distantes; elas dependem de políticas que incentivem a renovação da frota que circula nas estradas brasileiras. Veículos mais antigos tendem a emitir mais poluentes e impactam diretamente a saúde das pessoas e o equilíbrio ambiental. Nesse sentido, modernizar a frota representa também uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida e acelerar a transição para um futuro mais sustentável.
Na Estação do Desenvolvimento, na Green Zone da COP30, em Belém (PA), o analista de Transporte da CNT, Gustavo Willy, apresentou a palestra “Impactos Ambientais e Econômicos Advindos da Renovação de Frotas no Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”. Ele destacou que a renovação de frotas é uma estratégia imediata para avançar na descarbonização, considerando que os veículos elétricos ainda têm custo elevado, podendo chegar a até três vezes o preço de modelos convencionais no caso de ônibus e caminhões pesados. “Um automóvel elétrico custa cerca de 50% a mais do que um convencional. Mas, quando falamos de ônibus ou caminhões pesados, esse custo pode chegar a duas vezes o valor de um veículo a diesel. Então, como faremos a transição energética de uma hora para outra? Isso é improvável”, indagou.
Segundo ele, é necessário adotar estratégias em diferentes horizontes de tempo. Enquanto os veículos elétricos ainda são uma solução de médio e longo prazos, a renovação da frota oferece ganhos ambientais e sociais imediatos, com menor esforço. Para isso, a CNT reuniu dados e projetou cenários, avaliando o potencial de redução de poluentes atmosféricos, como monóxido de carbono, hidrocarbonetos, metano e material particulado, que têm impacto direto na saúde pública.
Informações: Agência CNT