Medida será implantada progressivamente e poderá beneficiar pais adotivos e biológicos; governo custeará o benefício para pequenas empresas
A ampliação da licença-paternidade foi aprovada pela Câmara dos Deputados na terça-feira (4), com a medida implantada progressivamente ao longo de três anos. Inicialmente, o benefício será de 10 dias, passando para 15 no segundo ano, e 20 dias no quarto ano. A licença valerá para pais biológicos e adotivos, e permitirá que o período seja dividido, podendo ser usufruído em duas partes.
Para as empresas de pequeno porte, o pagamento da licença será custeado pelo INSS, enquanto as grandes empresas terão compensações nos valores devidos à Previdência. A medida também prevê o salário-paternidade, equivalente ao salário integral do trabalhador.
Essa alteração pode impactar diretamente o setor de transporte de cargas, especialmente nas empresas onde a maioria dos motoristas e colaboradores têm vínculos formais. A adaptação ao novo formato de licença pode representar um desafio para a gestão de pessoal, mas também é benéfico ao permitir maior envolvimento dos pais nos cuidados familiares, o que pode refletir em um aumento da satisfação e produtividade no longo prazo.