Junho tem melhor mês (12.318 unidades, +4,3%), mas semestre cai 7,5%; carrocerias recuam 5,69%; reboques, 9,42%, e exportações sobem 20,93%
A indústria de implementos rodoviários encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho que, embora ainda aquém do registrado no mesmo período do ano anterior, revelou um movimento de recuperação gradual ao longo do segundo trimestre. O mês de junho consolidou-se como o melhor do semestre para o setor, com 12.318 unidades emplacadas, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR).
O volume representa um crescimento de 4,3% sobre maio, quando foram comercializadas 11.810 unidades, e supera também os 11.767 emplacamentos de abril. O acumulado do primeiro semestre, contudo, ainda reflete a retração enfrentada pelo setor. De janeiro a junho de 2026, foram emplacados 66.736 implementos rodoviários, volume 7,54% inferior às 72.179 unidades comercializadas no mesmo intervalo de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo é igualmente expressivo: entre julho de 2025 e junho de 2026, foram emplacados 143.759 implementos, contra 156.037 unidades no período de julho de 2024 a junho de 2025, o que representa uma queda de 7,9%.
Reboques e Semirreboques
O segmento de Reboques e Semirreboques, que responde por parcela significativa do mercado, totalizou 32.452 emplacamentos no primeiro semestre de 2026, um recuo de 9,42% em relação às 35.827 unidades comercializadas em igual período de 2025. Entre as famílias de produtos, os destaques negativos ficaram por conta do segmento de Tanque Carbono, que despencou 44,12% (de 2.985 para 1.668 unidades), e do Baú Lonado, com retração de 40,80% (de 3.544 para 2.098 unidades). Por outro lado, o Baú Carga Geral apresentou crescimento de 6,35% (de 5.447 para 5.793 unidades), enquanto o Tanque Inox registrou alta de 24,88% (de 217 para 271 unidades).
Já o mercado de Carrocerias sobre Chassis apresentou retração menos intensa, com 34.284 produtos vendidos de janeiro a junho, queda de 5,69% frente às 36.352 unidades do primeiro semestre de 2025. A família Graneleiro/Carga Seca foi a que mais sofreu, com queda de 14,88% (de 8.314 para 7.077 unidades), enquanto o Baú Lonado cresceu 11,94% (de 201 para 225 unidades) e o Basculante avançou 2,20% (de 3.996 para 4.084 unidades).
O desempenho do setor ocorre em um contexto de expectativas em torno do programa Move Brasil, que passou a contemplar os implementos rodoviários em sua segunda fase. Lançado no início de 2026 com R$ 10 bilhões inicialmente voltados apenas para caminhões, recursos que foram totalmente consumidos em apenas dois meses, o programa foi ampliado para R$ 21,2 bilhões, incluindo agora reboques, carrocerias e implementos rodoviários em geral.
Fonte: NTC