Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga defende a criação de um período de transição para adequação das integrações
A Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (ANUT) pediu à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a flexibilização temporária da fiscalização e das penalidades relacionadas à emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) durante o período de estabilização dos sistemas e dos cadastros. A associação também defende a criação de um período de transição para adequação das integrações entre embarcadores, transportadores, Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete (IPEFs) e os sistemas da ANTT.
Para isso, pede uma nova prorrogação, de 60 a 90 dias, com o objetivo de concluir as integrações sistêmicas, adequar processos internos e esclarecer dúvidas operacionais decorrentes da implantação do novo modelo. Entre as medidas propostas estão ainda a disponibilização de um canal técnico emergencial para tratamento de instabilidades operacionais, orientações formais para situações em que não seja possível emitir o CIOT por falhas técnicas e a avaliação da simplificação temporária de campos cadastrais considerados de difícil obtenção imediata, especialmente aqueles relacionados à CNH e aos dados completos dos veículos.
Segundo a ANUT, o objetivo não é questionar a regulamentação, mas permitir que os sistemas sejam adequadamente integrados antes da aplicação integral das novas exigências. Em ofício encaminhado à ANTT, a entidade informou que aproximadamente 20% das operações de transporte estariam ocorrendo sem a emissão do CIOT em razão de dificuldades técnicas, cadastrais e operacionais relacionadas à implantação do novo modelo. Relatos recebidos pela associação apontam dificuldades relacionadas à interpretação de distâncias utilizadas no cálculo do frete, ao enquadramento de determinadas operações e à validação automática do piso mínimo. Na avaliação da entidade, atividades que antes eram executadas automaticamente passaram a depender de preenchimentos manuais, aumentando o tempo das operações, reduzindo a eficiência e elevando o risco operacional.
Fonte: Mundo Logística