Aumento do preço do diesel foi o principal fator, segundo análise do Índice de Frete Rodoviário
Análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base em dados da plataforma Repom, revelou que o preço médio do frete por quilômetro rodado no Brasil fechou março de 2026 em R$ 7,99, o que representa uma alta de 3,36% em relação a fevereiro, quando o valor médio foi de R$ 7,73. O principal fator por trás da alta registrada no período foi o aumento do preço do diesel, impactado pelo cenário global de abastecimento de petróleo, ainda pressionado pelas tensões no Oriente Médio.
Dados do IPC.MLog, indicador de preço de combustível da MundoLogística, reforçam esse movimento. Ao longo de março, o Diesel S10 manteve trajetória de alta no país, saindo de um patamar de R$ 5,64 por litro no fim de fevereiro e encerrando o mês ainda em nível elevado, após oscilar entre R$ 7,26 e R$ 7,35 na última semana. A pressão seguiu no início de abril: o combustível chegou a R$ 7,46 por litro em 6 de abril, acumulando alta de 32,3% em 38 dias.
Além da pressão dos combustíveis, o segmento do agronegócio impulsionado pelo escoamento da safra de grãos contribuiu para a elevação do índice. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos 2025/26 está estimada em 353,4 milhões de toneladas, o que representa um leve crescimento de 0,3% em relação ao ciclo anterior e, se confirmado, estabelece um novo recorde na série histórica.
Para a Edenred Mobilidade, o avanço do frete em março reflete, de um lado, a pressão internacional sobre o preço do diesel; de outro, um ambiente doméstico ainda aquecido, com manutenção da demanda por transporte. Em março, novas determinações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passaram a exigir a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todas as operações e aplicação de multas por violação do piso mínimo do frete, o que pode influenciar os custos operacionais. Para o fechamento de abril, o preço deve continuar subindo, conforme a análise.
Fonte: Mundo Logística