Projeto de segurança no trânsito é apresentado por representante do Detran
Na tarde da última quarta-feira (11/03), aconteceu a reunião online do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (COMMU), conduzida pelo presidente do Conselho, Jaires Maciel e com a participação de Carlos Augusto Schneider, Diretor da Superintendência de Operações de Transporte e Logística do SETCERGS. Daniela Nunes, representante do Detran-RS apresentou detalhes do Visão Zero, uma estratégia global de segurança no trânsito adotada no Brasil (via Senatran e planos como o Pnatrans) que assume que nenhuma morte ou lesão grave no trânsito é aceitável. O foco é planejar vias e veículos para perdoar erros humanos, transferindo a responsabilidade do condutor para gestores, engenheiros e a sociedade.
Cursos, atividades e campanhas
Segundo Daniela, o objetivo é o de consolidar as várias formas de se comunicar com a sociedade. “Precisamos diminuir as mortes no trânsito, pois as pessoas continuam bebendo e dirigindo”, disse ela.
O conceito de Visão Zero surgiu na Suécia, na década de 1990, como uma estratégia para eliminar mortes e lesões graves no trânsito. Em 1997, o Parlamento sueco aprovou a Lei de Segurança no Sistema de Trânsito, fundamentada nessa filosofia, que parte do princípio de que nenhuma morte no trânsito é aceitável. No Brasil, a Visão Zero começou a ser incorporada a partir de 2018. Inicialmente em algumas capitais como Fortaleza e São Paulo. Hoje está prevista no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).
A abordagem de Sistema Seguro reconhece que a segurança resulta da interação de diversos componentes que funcionam como um sistema integrado. A dinâmica nas ruas é influenciada pela relação entre instituições e governança, leis e regulamentos, planejamento urbano e uso do solo, infraestrutura viária, padrões de mobilidade, características dos veículos e comportamento e perfil dos usuários da via.
Os princípios de um Sistema Seguro de Mobilidade são: nenhuma morte no trânsito é aceitável, os seres humanos cometem erros, os seres humanos são vulneráveis a lesões e a responsabilidade é compartilhada. Portanto, para promover um trânsito mais seguro, cabe aos gestores promover a educação e a cultura da segurança, planejar, construir e manter infraestrutura segura e sustentável.
Fonte: Jornalismo SETCERGS