​”Sem ter concessão, não teremos estradas”, afirma presidente do Setcergs em fórum sobre rodovias no RS

Segundo encontro, promovido por Setcergs e Federasul, foi realizado em Porto Alegre

Na tarde desta quarta-feira (4), foi a vez do governo do Estado ouvir propostas sobre o futuro das rodovias gaúchas em um fórum promovido por lideranças empresariais em Porto Alegre. Após um primeiro encontro, em janeiro, em que o Executivo apresentou o modelo de concessões das estradas, hoje as entidades apresentaram questionamentos, sugeriram modificações e apontaram alternativas para o que foi lançado pelo Palácio Piratini. Dividido em três encontros, o Fórum de Debates é promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) e pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). Ambas as entidades deixaram claro ser favoráveis às concessões, mas contrárias ao modelo apresentado para o bloco 1 — que contempla trechos da Região Metropolitana, Litoral Norte e Serra.
Defendemos as concessões desde que elas tenham sempre uma análise profunda, uma nitidez nas propostas e que fique viável para todos. Pois é consenso que, sem ter concessão, não teremos estradas — declarou o presidente do Setcergs, Delmar Albarello. Este segundo encontro contou com a participação de representantes de diferentes setores econômicos, parlamentares e secretários do governo do Estado. O ex-governador Germano Rigotto, integrante do conselho consultivo do Setcergs, também participou das discussões.

Questionamentos
A discordância em relação ao que foi proposto para o bloco 1 tem como ponto de partida as obras previstas no modelo. São questionamentos referentes ao tamanho das intervenções, à necessidade desses investimentos e até mesmo aos valores.

O secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, justificou como são elaboradas as propostas:
Não se autoriza um número específico de funcionários, não se autoriza um valor específico para o setor administrativo. Nós temos referências de preços de concessionárias que são padronizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Delmar Albarello mencionou o “trauma” do gaúcho em relação a algumas concessões realizadas no passado. Capeluppi respondeu que o poder público e as empresas do setor amadureceram ao longo das últimas décadas.

Todo esse processo de elaboração de modelagens de concessões nos últimos 25 anos evoluiu muito no Brasil. Nós criamos uma capacidade de fazer interlocução com a sociedade, com os órgãos de controle, com o Poder Judiciário. Nós temos uma jurisprudência muito consolidada no Brasil hoje sobre concessões e parcerias público-privadas — afirmou o secretário. Já entre os exemplos de obras questionadas, está a da RS-020. No plano atual, está prevista a duplicação do trecho entre Taquara e Gravataí, mas, conforme o deputado estadual Joel Wilhelm (PP), o problema principal da região é o trajeto entre Taquara e São Francisco de Paula. No local, transitam quase 100 caminhões por dia com madeira, que descem em direção ao Vale do Sinos e Região Metropolitana.

Fonte: Gaúcha ZH

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