Presidente Delmar Albarello destacou que o crescimento econômico depende de planejamento e investimento estrutural no País
Os desafios do desenvolvimento econômico e estrutural do Rio Grande do Sul e do Brasil estiveram em pauta na edição desta quarta-feira (05/11) do tradicional Tá na Mesa, promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), em Porto Alegre. O Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Rio Grande do Sul (SETCERGS) participou do encontro com a presença do presidente, Delmar Albarello, como um dos palestrantes do painel que reuniu sete entidades empresariais de diferentes segmentos .
O evento convidou as lideranças empresariais e representantes de diversos segmentos produtivos para discutir o tema “Os desafios do RS e do Brasil”, com foco na construção de soluções conjuntas que impulsionem a competitividade e o crescimento sustentável.
Durante sua manifestação, o presidente do SETCERGS, Delmar Albarello, reforçou que a infraestrutura é o ponto de partida para qualquer desenvolvimento, seja no setor público ou privado.
“Não podemos apenas aguardar. Precisamos agir com protagonismo e união, pois as soluções que buscamos dependem, acima de tudo, da nossa capacidade de construir caminhos concretos juntos. Tudo começa pela base — seja uma família, um município, um estado ou uma empresa, tudo depende de infraestrutura. Nenhum negócio prospera sem estrutura. Assim como não se faz transporte sem caminhão, não há desenvolvimento sem investir em bases sólidas”, destacou.
Albarello destacou ainda a defasagem acumulada ao longo das últimas décadas nas obras estruturais e a necessidade de romper com ciclos de investimentos pontuais e de baixa qualidade.
“Ficamos muito atrás, remendando por interesses escusos. Faz-se uma obra e, logo depois, já está sendo consertada, porque o material é ruim, não há planejamento estratégico. Isso serve apenas para alguém levar vantagem”, pontuou.
O dirigente chamou atenção para o desequilíbrio nos gastos públicos, citando dados do orçamento nacional. “O Brasil destinou apenas 0,4% da arrecadação para infraestrutura — portos, ferrovias, rodovias —, enquanto o Judiciário consome 1,5%, ou seja, quase quatro vezes mais”, concluiu o presidente do SETCERGS.