Governo não vai reduzir mistura de biodiesel no diesel, diz Abiove

Ministro de Minas e Energia teria garantido que este “não é o caminho”

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) participou de uma reunião com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nesta quarta-feira, 10, para entender se o governo federal cogitava diminuir o percentual de mistura do biodiesel no diesel, que atualmente é de 13%. A medida foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores (CNT), na semana passada.

O presidente da Abiove, André Nassar, conta que a nota técnica da CNT deixou o setor preocupado. Segundo Nassar, o ministro deixou claro que, em reunião interministerial na terça-feira para discutir a alta do diesel, ele e os ministros da Economia e Agricultura, Paulo Guedes e Tereza Cristina, respectivamente, concordaram que diminuir a proporção de biodiesel na mistura não era o caminho.

“Em reunião ontem fechamos no compromisso com o programa e com as perspectivas do Renovabio”, afirmou Bento Albuquerque, em nota publicada pelo Ministério de Minas e Energia.

O ministro afirmou ainda que o Renovabio não é um programa de governo, mas “um programa de Estado”. “Vencemos desafios e fizemos isso com tranquilidade e responsabilidade e os resultados positivos estão aí para todos verem”, disse.

Na nota técnica, a CNT afirma que estudos internacionais indicam que o aumento da mistura de biodiesel no diesel poderia elevar o nível de emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) em alguns veículos pesados com tecnologias mais antigas.

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenonaBio) é apoiada pelo setor do agronegócio, já que os biocombustíveis usados para substituir o etanol são em sua maioria subprodutos da atividade agropecuária, como o etanol (milho e cana) e biodiesel (óleo de soja e sebo bovino).

Fonte: Canal Rural

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