TÁ NA MÍDIA! Melhoria das rodovias, reforço de outras opções de transporte e desenvolvimento integrado: os desafios do RS em infraestrutura

Presidente do SETCERGS, Delmar Albarello, fala sobre os gargalos de infraestrutura e logística que elevam os custos de transporte

Há décadas o Rio Grande do Sul sofre com gargalos de infraestrutura e logística que elevam os custos de transporte, dificultam o escoamento de cargas e reduzem a competitividade do setor produtivo gaúcho. As limitações no uso de hidrovias, ferrovias e aeroportos regionais intensificam a dependência das rodovias — alternativa que encarece ainda mais as operações devido às condições inadequadas de parte da malha viária, reduzindo a competitividade do Estado.

Esse cenário foi agravado pela enchente de 2024, que devastou de forma dramática a capacidade logística estadual — gerando um prejuízo de R$ 4,1 bilhões estimado pelo Banco Mundial em relação a perdas na infraestrutura de transportes.

Melhorias no sistema rodoviário
Enquanto o modal rodoviário responde por cerca de 90% do transporte da produção gaúcha, conforme a Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura (CâmaraLog), aproximadamente 73% das rodovias estaduais e federais foram consideradas “regulares, ruins ou péssimas” na pesquisa anual da Confederação Nacional do Transporte (CNT) de 2025. Os dados indicam que, além da necessidade urgente de qualificação das estradas, a matriz de transportes estadual precisa ser diversificada.

Outro gargalo histórico relacionado às rodovias gaúchas é a pouca quantidade de quilômetros duplicados, o que também impacta diretamente as condições de tráfego e a eficiência do transporte. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs), Delmar Albarello, essa deficiência estrutural gera prejuízos diretos à competitividade do setor produtivo por meio do aumento no tempo de viagens, custos elevados de frete e maior desgaste da frota. “O nosso número de quilômetros duplicados no Estado ainda é muito baixo”, pontua o dirigente.

Além do impacto logístico imediato, o déficit de infraestrutura compromete o desenvolvimento econômico global do território gaúcho, uma vez que novos investimentos industriais costumam migrar para regiões com maior facilidade de escoamento e custos operacionais reduzidos. Albarello reforça que, por estar localizado na extremidade sul do país, o Estado deveria tratar a eficiência logística como uma prioridade absoluta para mitigar as desvantagens geográficas e atrair novos negócios.

Fonte: Jornalismo SETCERGS

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