Forma de pagamento está disponível nos Estados Unidos, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Portugal, Espanha e França
Fruto de um movimento de evolução natural dada sua praticidade, o Pix passou a ser aceito em estabelecimentos de oito países, ampliando as opções de pagamento para brasileiros em viagens internacionais. Conforme o governo nacional, a nova forma de pagamento evita o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado nas compras feitas com cartão de crédito, cuja taxa é de 5,38%, e está disponível nos Estados Unidos, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Portugal, Espanha e França.
No entanto, o governo reforça que não há um “Pix Internacional” oficial do Banco Central e que “as operações são realizadas por empresas autorizadas que fazem a conversão da moeda e processam o pagamento ao comerciante no exterior”. Na prática, o processo consiste em realizar o pagamento pelo QR Code gerado na hora da compra, diretamente pelo aplicativo do banco, com conversão do valor para reais antes da confirmação da compra.
A economista-chefe da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio/RS), Patrícia Palermo, destaca que, para o turista brasileiro no exterior, trata-se de uma alternativa prática e, potencialmente, mais barata. A ferramenta foi questionada recentemente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o que gerou um atrito após o Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação alegando que o duplo papel do Banco Central do Brasil como operador e regulador do Pix configura uma prática injusta e discriminatória contra operadoras de cartões de crédito e carteiras digitais americanas. Esse processo fundamentou a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.
No entanto, Patrícia reforça que a adesão do Pix nos Estados Unidos e nos demais países é fruto da iniciativa privada e que não tem relação direta com a diplomacia entre as duas nações. As transações em outros países ocorrem por meio de empresas de câmbio credenciadas, chamadas de eFX, responsáveis por converter os valores em tempo real. No caso do Pix, a utilização através dos aplicativos dos bancos brasileiros é viabilizada por parcerias entre fintechs nacionais, instituições financeiras e credenciadoras internacionais de maquininhas.
Fonte: Jornal do Comércio