Para Erika Linhares, líderes precisam ir além das tarefas e ajudar as pessoas a compreender o sentido do trabalho que realizam
O que faz você acordar na segunda-feira e ir para o trabalho? Para muitas pessoas, a resposta mais imediata está nas contas, no pagamento das dívidas, um futuro melhor para os filhos ou a realização de um sonho. Mas, para a especialista em liderança Erika Linhares, existe uma pergunta mais importante por trás disso: o que esse trabalho permite realizar na vida?
“Não é sobre o papel, mas sobre o que o papel faz na vida dele”, afirma Erika. A partir dessa perspectiva, ela defende que uma liderança capaz de engajar precisa compreender o que move cada profissional e mostrar como o trabalho pode estar ligado a objetivos pessoais.
Uma viagem, um curso, a educação dos filhos, a casa onde a família vive ou uma conquista planejada podem estar entre as razões que dão significado à rotina profissional. O salário deixa de ser visto apenas como um valor recebido no fim do mês e passa a representar aquilo que ele possibilita construir.
A mesma lógica vale para as decisões dentro das empresas. Antes de cobrar o cumprimento de uma estratégia, a implantação de um processo ou o alcance de uma meta, o líder precisa explicar por que aquilo é importante. “A gente não manda em ninguém”, resume Erika. O compromisso não nasce da ordem, mas da compreensão sobre o sentido de fazer.
Essa mudança de perspectiva também transforma a relação entre liderança e equipe. Em vez de apenas distribuir tarefas e acompanhar resultados, cabe ao gestor conhecer melhor as pessoas, entender suas motivações e estabelecer conexões entre os objetivos da empresa e aquilo que cada profissional busca para a própria vida.
É esse olhar sobre liderança que Erika Linhares levará ao Latitude Congresso TranspoSul, com a palestra “Liderança não é cargo, é postura”. O encontro será realizado em 19 de setembro, 8h às 20h, no Plaza Hotel & Boulevard Convention, em Garibaldi, reunindo especialistas e lideranças para tratar de temas que impactam a gestão e os negócios.
Fonte: Jornalismo SETCERGS