Networking ainda faz diferença nos negócios?

No Latitude, empresários e lideranças de diferentes setores terão espaço para trocar experiências, ampliar perspectivas e construir novas conexões

Em um ambiente empresarial marcado por mudanças rápidas, decisões complexas e concorrência em diferentes mercados, conhecimento não circula apenas por relatórios, reuniões e canais digitais. Muitas vezes, uma informação relevante chega por meio de uma conversa, uma experiência compartilhada ou uma relação construída ao longo do tempo. É nesse ponto que o networking continua tendo espaço na agenda de quem conduz negócios.

Uma meta-análise publicada em 2025 no Journal of Business Research analisou 371 estudos envolvendo mais de 101 mil relações entre organizações. Os pesquisadores identificaram que vínculos construídos anteriormente estão associados a maior cooperação, melhor desempenho das relações e maior satisfação entre as partes. O estudo também aponta que relações estabelecidas podem reduzir comportamentos oportunistas, especialmente quando acompanhadas de mecanismos de confiança e boa governança.

O resultado ajuda a colocar o networking em uma perspectiva mais concreta. Não se trata apenas de ampliar a agenda de contatos ou trocar cartões. Uma rede profissional relevante é formada por relações nas quais existe conhecimento sobre a atuação do outro, confiança e disposição para colaborar. Para uma empresa, isso pode significar encontrar um parceiro, conhecer uma solução antes que ela se torne conhecida no mercado, compartilhar uma experiência de gestão ou simplesmente ter acesso a uma visão diferente sobre um problema.

A qualidade das conexões importa
Para empresários e executivos, a questão talvez não seja quantas pessoas fazem parte da rede de contatos, mas quem está nela e que tipo de troca é possível estabelecer. Uma conversa com alguém de outro setor pode trazer uma perspectiva que não apareceria em uma reunião interna. O contato com uma empresa de outro porte pode revelar uma prática de gestão que ainda não foi considerada. Uma discussão com um especialista pode ajudar a interpretar uma tendência antes que ela afete diretamente o negócio.

É justamente nessa interseção que o Latitude – um congresso TranspoSul pretende atuar. O evento, marcado para 19 de setembro, em Garibaldi, reunirá empresários, executivos e lideranças de diferentes áreas para discutir temas relacionados à economia, vendas, comportamento, liderança e estratégia. A proposta é multissetorial e busca aproximar pessoas com experiências e perspectivas distintas.

A programação reúne nomes como Paulo Guedes, com sua leitura sobre economia e ambiente de negócios; Erika Linhares, que aborda liderança e vendas; Dado Schneider, que trata de comportamento e das relações entre gerações; e Darlan Wilsmann, que trabalha temas como autoliderança, inteligência emocional e influência positiva. São assuntos diferentes, mas que se encontram em uma mesma questão: como as empresas e seus líderes podem tomar decisões melhores em um ambiente que muda constantemente?

O networking entra justamente aí. Uma palestra pode apresentar uma ideia. Uma conversa pode ajudar a enxergar como aquela ideia se aplica a uma realidade específica. Uma troca de experiências pode provocar uma nova pergunta. E uma relação construída naquele encontro pode se transformar, mais adiante, em parceria, negócio ou conhecimento compartilhado. Por isso, reservar tempo para estabelecer conexões também é uma decisão de negócios. No Latitude, a expectativa é que as relações construídas entre os participantes façam parte da experiência tanto quanto o conteúdo apresentado no palco.

Serviço
Latitude Congresso TranspoSul
Data: 19 de setembro de 2026
Horário: das 8h às 20H
Local: Plaza Hotel & Boulevard Convention – Garibaldi (RS) 

Fonte: Jornalismo SETCERGS

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