“Feijão com arroz bem feito, lota restaurante”, lembra Darlan Wilsmann em Garibaldi

O palestrante defende a execução cuidadosa do básico: demonstrar interesse genuíno pelo cliente, fazer perguntas e mostrar como a solução apresentada se encaixa em sua realidade​​​

Problemas fazem parte da rotina de qualquer empresa. A diferença está na forma como cada profissional reage a eles. “A oportunidade vem disfarçada de problema. Ficamos reclamando, mas, se fosse fácil, qualquer um fazia”, disse Darlan Wilsmann durante a palestra apresentada na manhã deste sábado (19/9), no Latitude Congresso TranspoSul, em Garibaldi. De uma maneira próxima e descontraída, o palestrante falou de vida, carreira, negócios e de oportunidades que não se sabe exatamente quando surgirão, mas é preciso estar preparado para quando chegarem. 

Mentor e consultor, que já levou sua metodologia inovadora a equipes de vendas em todo o Brasil,  provocou o público a refletir sobre a postura diante das dificuldades e das mudanças que surgem no caminho. “Estamos buscando oportunidade ou ficando sentados na cadeira esperando?”, questionou. O palestrante comparou ainda a oportunidade a um concurso público que não tem data marcada para a prova. Não é possível saber exatamente quando ela surgirá, mas é possível estar preparado para quando chegar.

A preparação, segundo Darlan, passa pela capacidade de acompanhar um mercado que muda o tempo todo. Experiências que funcionaram no passado não garantem os mesmos resultados no futuro. “Nem tudo o que nos trouxe até aqui é o que nos levará para o próximo nível”, afirmou. A frase sintetizou uma das principais reflexões da palestra: empresas e profissionais precisam estar dispostos a rever práticas, aprender e fazer ajustes antes que as mudanças do mercado os obriguem a fazê-lo.

Seja inquieto e crie conexões

Nesse processo, Darlan destacou a importância de ser “um cara ensinável”e trouxe histórias com a família. Mais do que acumular conhecimento, a expressão foi usada para defender uma postura de abertura ao aprendizado e à mudança. Para acompanhar um mercado em transformação, é preciso ouvir, fazer perguntas, observar o que acontece ao redor e reconhecer que aquilo que funcionou até aqui pode precisar ser revisto.

A mudança também foi relacionada diretamente à relação com os clientes. “A fila que estava na nossa parte, agora está na porta do cliente”, afirmou. A imagem chama atenção para uma transformação na dinâmica comercial: diante de mais opções e de clientes mais informados, não basta esperar que eles cheguem. 

Para ele, vender melhor continua dependendo de fundamentos que, apesar de simples, muitas vezes são negligenciados. “Feijão com arroz bem feito lota restaurante”, afirmou. A frase resumiu a defesa de uma execução cuidadosa do básico: demonstrar interesse genuíno pelo cliente, fazer perguntas para entender seu contexto, mostrar como a solução apresentada se encaixa em sua realidade e verificar qual foi a percepção dele sobre aquilo que acabou de ouvir.

A lógica proposta pelo palestrante desloca a venda de uma apresentação pronta para uma conversa em que o cliente precisa ser compreendido. Antes de mostrar uma solução, é preciso entender o problema. Antes de concluir uma negociação, é necessário saber como a proposta foi recebida. São movimentos simples, mas que exigem atenção e consistência para serem incorporados à rotina comercial.

Melhorar precisa fazer parte da rotina
Darlan também relacionou mudança, melhoria e inovação. “Melhoria e mudança são um casal e o filho deles é a inovação”, disse. A frase reforçou a ideia de que inovar não significa necessariamente abandonar tudo o que já existe ou buscar soluções extraordinárias. A inovação pode surgir de um processo contínuo de revisão e aprimoramento daquilo que a empresa já faz. A mesma lógica apareceu quando o palestrante falou sobre crescimento. Se o mercado muda, permanecer fazendo exatamente as mesmas coisas pode deixar de ser suficiente. Por isso, a disposição para aprender, testar, corrigir e melhorar precisa fazer parte da rotina. O desafio está menos em encontrar uma fórmula pronta e mais em manter a capacidade de perceber o que mudou e responder a essa mudança. Com uma abordagem direta e marcada por exemplos e provocações, Darlan conectou vendas, comportamento e estratégia ao cotidiano das empresas. 

Fonte: Jornalismo SETCERGS

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