CMPC assina contrato para terminal de R$ 1,5 bilhão no Porto do Rio Grande

O terminal integra o Projeto Natureza que prevê R$ 27 bilhões em aportes em infraestrutura e logística

A CMPC vai investir cerca de R$ 1,5 bilhão na instalação de um novo terminal privado de celulose no Porto do Rio Grande. O projeto avançou com a assinatura do contrato de cessão da área da União onde será construída a estrutura, que terá capacidade para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano.

A formalização ocorreu durante evento realizado no Campus Viamão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) na sexta-feira (11/9). O Terminal Rio Grande do Sul S.A. será instalado em uma área de cerca de 400 mil metros quadrados e ficará responsável pelo escoamento da produção de celulose da companhia. A cessão onerosa terá prazo de 25 anos, com possibilidade de renovação.

A área destinada ao empreendimento estava anteriormente ocupada pela Queiroz Galvão e já havia recebido outra destinação, mas o projeto não avançou. Após a retomada do terreno pela União e a conclusão dos procedimentos necessários para a nova cessão, o espaço será utilizado para a instalação do terminal.

O terminal integra o Projeto Natureza, principal investimento da CMPC no Estado, que prevê R$ 27 bilhões em aportes em infraestrutura e logística. Desse total, cerca de R$ 1,5 bilhão será destinado à estrutura em Rio Grande.

Estrutura terá quatro berços
A área destinada ao terminal soma 412,5 mil metros quadrados, dos quais aproximadamente 273,5 mil metros quadrados estão em terra e 139 mil metros quadrados correspondem à área sobre a água. A estrutura deverá contar com quatro berços: dois para recebimento de barcaças e outros dois destinados a navios oceânicos.

A operação será dedicada à movimentação de celulose. A carga chegará ao Porto do Rio Grande por barcaças, utilizando a hidrovia formada pelo Guaíba e pela Lagoa dos Patos. No terminal, os fardos serão descarregados, armazenados e posteriormente embarcados nos navios responsáveis pelo transporte da produção ao mercado externo.

Segundo a CMPC, a estrutura terá capacidade planejada para movimentar até 9 milhões de toneladas de celulose por ano entre a descarga das barcaças e o carregamento dos navios.

Além da capacidade adicional de movimentação de cargas, a empresa aponta que o projeto deverá reduzir gargalos e aumentar a eficiência do transporte da celulose até o mercado internacional. A utilização de barcaças também insere a hidrovia como uma das principais etapas da logística associada à expansão da companhia no Rio Grande do Sul.

Fonte: Jornal do Comércio

Tags

×

Clique no link abaixo. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30.

×