Artista gráfico Augusto Marques traduz ideias das palestras do Latitude em desenhos

Veja as ilustrações criadas em tempo real durante a programação do congresso em Garibaldi

Entre uma palestra e outra, o público do Latitude Congresso TranspoSul também pôde acompanhar uma atração que acontecia simultaneamente no espaço do evento: os desenhos de Augusto Marques. Com o iPad em mãos, o artista acompanhou as apresentações ao vivo e transformou ideias, conceitos e frases em ilustrações produzidas enquanto o conteúdo era apresentado no palco.

O trabalho chamou a atenção pela velocidade e pela capacidade de síntese. Augusto não buscava reproduzir tudo o que os palestrantes diziam, mas identificar os pontos que poderiam ser traduzidos em imagens. “Eu não sou um taquígrafo. Eu pego os principais insights”, explica.

Para isso, o artista recorre a metáforas visuais que fazem parte do imaginário coletivo. Uma caixa registradora pode representar o mercado. A urna eletrônica pode traduzir uma referência à democracia. São imagens simples, reconhecíveis e, muitas vezes, divertidas, escolhidas para ajudar a fixar a informação.

“Eu tento usar metáforas visuais universais que ajudem a reforçar aquela informação”, conta Augusto. A proposta é fazer com que, ao olhar para o desenho depois, a pessoa consiga recuperar não apenas a imagem, mas também parte do conteúdo associado a ela.

Formado em Produção Multimídia e Design pelo Senac, Augusto é desenhista profissional há quase 15 anos e trabalha com facilitação gráfica há cerca de uma década. Ele conheceu a técnica ainda na faculdade, a partir de uma disciplina de processos criativos, e passou a se aprofundar no chamado design de notas, utilizado para organizar visualmente ideias e conteúdos.

No Latitude, a experiência também foi aberta à participação do público. Quem acompanhava os desenhos podia reconhecer uma informação que havia sido apresentada durante a palestra e sugerir sua inclusão. “É muito dinâmico esse trabalho. As pessoas acompanham e também fornecem sugestões e olhares”, explica. Para o artista, essa interação torna o resultado ainda mais interessante.

Ao final da programação, os desenhos reuniram diferentes momentos do congresso em uma narrativa visual. Mais do que acompanhar as palestras, a produção de Augusto Marques criou uma outra forma de olhar para o que foi apresentado no Latitude e de guardar os principais aprendizados do encontro.

 

Fonte: Jornalismo SETCERGS

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