Rio Grande do Sul tem maior alta do Diesel S-10, aponta ValeCard

Diesel S-10 aumentou em 26 estados e subiu 2,43% na média nacional em setembro. Veja os números por estados

O diesel S-10 subiu em 26 das 27 unidades da Federação em setembro. A maior alta ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o preço médio passou de R$ 6,368 para R$ 6,722 por litro, variação de 5,56%. Em seguida aparecem Santa Catarina (+4,51%), Amapá (+4,18%), Goiás (+3,82%) e Paraná (+3,70%). O Espírito Santo foi o único estado com queda: 0,79%, de R$ 7,320 para R$ 7,262.

O Amapá registrou o maior preço médio do diesel S-10, a R$ 8,334 por litro. O Rio Grande do Sul teve o menor, a R$ 6,722. A diferença entre os dois estados foi de R$ 1,612 por litro.

No resultado nacional, o diesel subiu 2,43%, de R$ 7,159 para R$ 7,333 por litro, e interrompeu quatro meses consecutivos de queda. O preço médio voltou ao nível de abril. A gasolina recuou 0,09%, de R$ 6,774 para R$ 6,768 por litro, completando o quinto mês seguido de queda. O etanol aumentou 1,47%, de R$ 4,275 para R$ 4,338.

Os dados são da ValeCard e consideram transações realizadas entre 1º e 26 de setembro em mais de 25 mil postos credenciados no país. No Norte, Acre, Amazonas, Amapá e Roraima tiveram alta do diesel em todos os meses entre maio e setembro. Desde abril, o preço avançou R$ 1,616 por litro no Amapá (+24,05%), passando de R$ 6,718 para R$ 8,334. No Acre, a alta acumulada foi de R$ 1,490 (+21,83%); em Roraima, de 15,62%.

O aumento de setembro também interrompeu quatro meses de queda em oito unidades da Federação: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo. Segundo a ValeCard, a alta do diesel ocorreu em um cenário de pressão sobre a oferta internacional de petróleo e derivados, incluindo restrições ao fluxo pelo Estreito de Ormuz e problemas em refinarias russas. O mercado brasileiro também depende de importações para complementar o abastecimento. 

“Em setembro, a combinação de petróleo mais caro, dependência de importações e menor disponibilidade internacional aumentou a pressão sobre o abastecimento brasileiro. Nos últimos dias do mês, houve novos movimentos de alta em alguns mercados. Câmbio, oferta e custos de importação e distribuição podem influenciar os preços em outubro”, afirma Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard.

Fonte: Frota&Cia

Tags

×

Clique no link abaixo. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30.

×