Pesquisa da Edenred mostra que 49% das transportadoras apontam adequação de processos como maior desafio das regras do CIOT

O levantamento ouviu 261 profissionais de 214 empresas. Emissões de CIOT saltaram de 1,6 milhão em janeiro para 4,6 milhões em junho

As novas regras do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) já provocam mudanças na rotina das empresas de transporte rodoviário de cargas. Pesquisa da Edenred Mobilidade mostra que 49% dos profissionais consultados apontam a necessidade de adaptar operações e equipes como o principal efeito das novas exigências.

O levantamento ouviu 261 profissionais de 214 empresas. Outros 17% indicaram como principal impacto a necessidade de maior conformidade regulatória, 11% citaram efeitos financeiros e 9%, investimentos em tecnologia. Para 6%, não houve mudança relevante, enquanto 7% ainda não sabem avaliar os efeitos.

A pesquisa também identificou dificuldades na transição para as novas regras. Para 59% dos entrevistados, o principal fator para uma adaptação adequada é o acesso a informações claras. Outros 26% apontam a necessidade de tecnologia para automatizar processos, 8% mencionam disponibilidade de pessoal e 3%, orçamento para implementar as mudanças.

As mudanças decorrem da Medida Provisória 1.343/2026, aprovada pelo Congresso Nacional em julho, convertida no Projeto de Lei de Conversão 6/2026. O texto se soma às Resoluções 6.077 e 6.078/2026 da ANTT, que ampliaram o rigor da fiscalização e passaram a exigir a validação do CIOT antes do início de cada viagem. Na prática, inconformidades podem impedir a liberação do transporte já na origem, o que altera a rotina de transportadoras, embarcadores e motoristas autônomos. Com isso, inconsistências na emissão ou validação do CIOT podem impedir o início da operação e provocar atrasos no transporte.

A ampliação da obrigatoriedade do CIOT para praticamente todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas acelerou a formalização do setor. Dados do ILOS, o Instituto de Logística e Supply Chain, mostram que as emissões do CIOT saltaram de 1,6 milhão em janeiro para 4,6 milhões em junho de 2026, quase triplicando no período.

O CIOT é um código numérico que identifica a operação de transporte e formaliza informações relacionadas à contratação do frete. Com as novas exigências, sua emissão e validação ganharam maior peso no controle das operações e na fiscalização do cumprimento das regras do transporte rodoviário de cargas.

Fonte: Edenred e Times Brasil

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