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31 de julho de 2020

RS tem primeira “alta tripla” nas vendas durante a pandemia

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É a primeira vez que um comportamento tão positivo acontece em mais de 120 dias de crise. O boletim semanal da Receita Estadual, baseado na emissão de notas fiscais eletrônicas, mostrou alta de 20% no atacado, 6% na indústria e 2% no varejo na semana de 18 a 24 de julho, em comparação com o mesmo período de 2019. 

"Há uma trajetória de recuperação, principalmente na última semana, que teve alta de 8,4% em relação ao ano passado", destacou o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira. É o segundo maior crescimento desde março, quando começou o acompanhamento semanal, mas há setores que ainda sofrem muito. Localidades das oito regiões com bandeira vermelha entre as 20 do distanciamento controlado estão com comércio e setores não essenciais fechados. Desde a adoção de restrições nas atividades para reduzir o fluxo e contaminação pelo novo coronavírus, a emissão de notas acumula queda de 7,3%. 

Os supermercados puxaram o aumento, com alta de 20,1%, e têm impacto pelo volume de vendas. O setor foi um dos que se manteve operando na crise, o que tem provocado críticas de outros segmentos comerciais fechados. O segmento de materiais de construção cresceu 31,5% e o de medicamentos, 16,1%. Tiveram queda o comércio de combustíveis, cosméticos, veículos e vestuário.

No atacado, alimentos mostraram elevação de 26,2% e insumos agropecuários, de 43,8%. Atacadistas de combustíveis venderam 20,5% menos. Na indústria, as maiores elevações nas vendas foram de alimentos como o arroz, que cresceu 55% na última semana captada pelo boletim. Dos 19 setores, apenas cinco tiveram queda. A maior baixa foi do setor coureiro-calçadista, com recuo de 39%. Depois vieram as quedas da metalurgia (-19%), de veículos (-11%) e processamento de suínos (-7%), uma exceção nos alimentos. Também tiveram baixa os têxteis e confecções (-5%).

Nas 19 semanas do monitoramento, arroz ostentou a maior alta acumulada, de 41%, e o setor calçadista, a maior queda, de 53%. Dos 19 segmentos, apenas sete estão com percentual acumulado positivo. Algumas calçadistas como a RR Shoes voltaram a contratar para a produção de primavera-verão, mas a Abicalçados condiciona a recuperação à abertura do comércio e à chegada da vacina da Covid-19.  

Fonte: Jornal do Comércio

 

Autoria: Assessoria de Imprensa

 

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